Neoro
Neoro Instituto do
Cérebro e Coluna
01 06
NEORO — Instituto do Cérebro e Coluna

Fístula Carótido-Cavernosa Indireta

Abordagem Inovadora por Punção Transorbitária

Dr. Luís Venâncio Duarte Fonseca

Neurocirurgião Endovascular · NEORO — Instituto do Cérebro e Coluna

Introdução à Patologia

Fístula Carótido-Cavernosa (FCC): O Desafio

  • Doença complexa e altamente desafiadora para equipes de neurocirurgia endovascular.
  • Exige planejamento pré-operatório estratégico e multidisciplinar.
  • Necessidade de uma equipe cirúrgica experiente e coesa para alternativas intraoperatórias.

Fístula Carótido-Cavernosa

Classificação das Fístulas

Classificação das FCC: Direta vs. Indireta

FCC Direta (Alto Fluxo)

  • Geralmente relacionada a traumas (acidentes, traumatismo cranioencefálico).

FCC Indireta (Baixo Fluxo)

  • Fisiopatologia restrita à parede do seio cavernoso.
  • Uma das patologias endovasculares mais difíceis do ponto de vista terapêutico.
FCC Direta — Alto Fluxo

Fístula Carótido-Cavernosa Direta

  • Geralmente relacionada a traumas (acidentes, traumatismo cranioencefálico).
FCC Indireta — Baixo Fluxo

Fístula Carótido-Cavernosa Indireta

  • Fisiopatologia restrita à parede do seio cavernoso.
  • Uma das patologias endovasculares mais difíceis do ponto de vista terapêutico.
A Abordagem Inicial e Suas Limitações

Tratamento Convencional por Via Venosa

  • Planejamento Inicial: Abordagem endovascular clássica pela veia femoral.
  • Objetivo: Cateterização do seio petroso para acessar o seio cavernoso e atingir o ponto fistuloso.
  • Limitação do Caso: Ramos arteriais extremamente finos e anatomia desfavorável impossibilitaram a navegação e o acesso por via venosa convencional.
A Solução Inovadora

Punção Transorbitária como Alternativa

  • O que é? Acesso direto ao seio cavernoso através da órbita ocular, sem utilizar o sistema endovascular periférico.
  • Indicação: Técnica de resgate utilizada quando o acesso venoso tradicional falha.
  • Vantagem: Permite alcançar diretamente a zona de fístula em uma linha reta e objetiva.
Detalhes do Procedimento Técnico

A Técnica da Punção Supraorbitária

  • Introdução de agulha guiada pelo acesso supraorbitário.
  • Navegação direcionada à fissura orbitária superior (orifício anatômico natural).
  • Segurança em Primeiro Lugar: Desvio milimétrico e intencional do nervo óptico para evitar cegueira ou sequelas visuais.
  • Procedimento inteiramente monitorado em tempo real por radioscopia.
Materiais e Mecanismo de Embolização

Agentes Embolizantes Utilizados

  • Uso de agentes líquidos oclusivos (cola embolizante).
  • Utilização de espirais/molas de platina de alta precisão.
  • Preenchimento e oclusão completa do ponto da fístula arteriovenosa para cessar o fluxo anômalo.
Resultados e Evolução do Paciente

Resultados Clínicos e Recuperação

  • Sucesso absoluto no fechamento completo da fístula arteriovenosa.
  • Evolução pós-operatória com remissão total dos sintomas oculares graves:
    • Resolução da proptose (olho saltado).
    • Remissão da quemose (vermelhidão, edema e congestão ocular).
Reconhecimento e Divulgação Científica

Casuística e Destaque Internacional

  • Técnica extremamente rara no cenário neurocirúrgico mundial.
  • A equipe NEORO acumula experiência consolidada com cerca de 10 casos operados com sucesso por essa via.
  • Projeção Científica: Casuística brasileira apresentada e elogiada em congressos médicos de renome na Tailândia (Bangkok) e na França.